sexta-feira, 24 de agosto de 2012









N.Dash Via Galeria UNTITLED
Há momentos indiscritíveis, onde os lugares sobram nas emoções.
Nada a acrescentar; só uma porta que se vai abrir, no momento certo.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Uma família



Para quem via com olhos que ficcionavam a realidade,
onde o absurdo era real e a cor uma permanência,

desistir era uma ideia frequente


Gaúchinho
Aos poucos foi-se recordando da palavra família,
a querer saber dos outros, ouvir o olhar com mais atenção aprender a compartilhar; 
esquecer a existência numa dimensão de invisibilidade permanente.


Aprendia a acolhedora permuta numa família, onde os olhares apaziguam anos penosos e, onde procurar saber fazer é um manual de uma família.                          











sábado, 4 de agosto de 2012

sábado, 28 de julho de 2012

terça-feira, 24 de julho de 2012

La Fille du Garde-Barriere




Outro dia entrou no quarto dos  gémeos e olhou para uma das paredes.
Lembrou-se da outra, há 35 anos, num sétimo andar;
Chão de madeira, meticulosamente encerado; um globo gigante em papel de arroz e bambu, dizia-se
um colchão de espuma sobre uma esteira, coberto com uma manta de lã grossa, cores brilhantes. (Chefchauen, Tanger?)
Havia uma estante feita com tábuas de pinho, grossas, assentes em tijolos. 
Um berço, em azul escuro, que servia nos  primeiros meses, de cama e meio de transporte.
E a banheira, aquele objecto assustador, que a memória deixa ver como uma estrutura metálica forrada com um oleado forte, azul claro.
E na parede, La Fille du Garde-Barriere, um poster imenso com cores intensas que chamavam o  olhar do Di, invariavelmente. 
diziam sempre que era o vermelho.


sábado, 9 de junho de 2012

deitada  sobre o lado esquerdo,
enlaçada no teu conforto explícito
Mikael Olsson

adormeço.



quinta-feira, 7 de junho de 2012

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Era domingo e o dia corria limpo






A  memória, um ermo. Sem regresso, nem desejo;

- A M. tem um mundo dela.!
Ainda ouviu dizer.



Era domingo e o dia corria limpo.
Os gémeos cresciam numa casinha de chocolate e laranja    






quinta-feira, 19 de abril de 2012

quarta-feira, 18 de abril de 2012

a casa falava

Voz limpa e olhar de seda.
Havia um cheiro de vida. 
não era  jasmim nem alfazema,
eram os teus olhos as tuas mãos
a cor do teu sorriso




sexta-feira, 30 de março de 2012

sábado, 24 de março de 2012

Hoje, quando saí para fumar e me  aproximei da Fortaleza,
sorvi o mar da minha infância.
Achei a mesma cor, o mesmo cheiro,
a mesma hora.

Gosto de assistir à relação, que as pessoas dali têm com o mar.
Lembro-me, em criança, de sentir estranheza por não descerem à praia; achava então, que,  para eles seria inútil viver num lugar como aquele.


Agora vive com eles, trata-lhes das coisas, e estranha a relação que têm com o horizonte que os cega

Não se vêm fora dali, estão presos na lonjura que o olhar determina.



Todos os anos esperam e lamuriam pela vinda dos fascistas veraneantes, sobre quem chalaçam, amiúde.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012



                                                                       Prashant Miranda
Era uma ideia que pairava;
devia à vida,  mais de trinta anos.


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

DI

és a respiração a alegria o tormento a delicadeza a força o amor a vida 
és tu

sábado, 28 de janeiro de 2012

lugares



Existem lugares onde as cores explodem em ondas de sabor



quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

domingo, 20 de novembro de 2011