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sábado, 28 de janeiro de 2012

lugares



Existem lugares onde as cores explodem em ondas de sabor



domingo, 18 de setembro de 2011

Dona Mariana


Porto Covo quer dizer, vila arranjada, bem estar,  para quem procura o mar, as rochas, o cheiro forte.

Que saudades da D. Mariana , das  sopas de tomate a um Zé Vilhena,  que todas as noites se sentava como bom alentejano,  e esperava que a sua Alzirinha o servisse. A D. Mariana era uma pessoa amarga, formiguinha.
Tinha um corpo franzino,  já curvado,  pele engelhada e um cabelo curto muito preto. O pátio daquela casa, levava-me até ao pátio de casa da minha avó.. E quando entrava na cozinha, era o rosto da minha tia Emilia, no silêncio daquele rosto, ensombrado por anos de rotinas dolorosas.   
Era um lugar que me era familiar; 
O terraço as noites
Uma das suas tarefas diárias era ordenhar as vacas, e  fazer os queijos que vendia aos cafés. 
Em Bundi, no campo, lembrei-me das rotinas da D Mariana, e não passaram assim tantos anos. 
Ou será que 30 anos é muito tempo?
  

sábado, 17 de setembro de 2011

Era o mar no olhar


O tempo deslizava com leveza.
Era o mar no olhar. 
Vivia o presente sem amarras de cor, nem punções do ser.
Aspirava a brisa de um mar que enverdecia olhos dentro.
Sorvia os dias marítimos, que temperavam o gosto.
Não esperava mais

quinta-feira, 31 de março de 2011

O ar sabia a doce

No caminho,
o ar sabia a doce.
O horizonte,
estendia-se em carne, quase viva.
Esteve para seguir até ao mar da capelinha.
Sentir o cheiro, olhar as rochas soberbas, acesas pelo entardecer.
Sorriu, quando seguiu em frente.
Lembrou-se do jasmim.
Em casa, o ar sabia a doce.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Coisas

Quando eu morrer ponham as cinzas onde quiserem,
ou vos der jeito.
E se não quiserem, não tem importância.
Fui passando por algumas mortes e lidando com a inutilidade e o peso das coisas que fazem parte do mundo de cada um.
Coisas.
Nada para os que ficam; a vida, para quem partiu.
Quero viver o que a vida respira, e não deixar para trás o peso da minha existência,
se for capaz.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Prashant Miranda
Um cheiro a hortelã pimenta.
Odor cheio, no teu cheiro,
que remoça.
Despeço-me de penas e tormentas,
ao viajar por hábitos esquecidos,
rotinas que se recriam,
sorrisos.
- Estás bem, amor?
- Estou

sábado, 1 de janeiro de 2011

Lonjura

Pressentia o caos, na morna solidão.
Abraçava os dias, na secura da noite.
Entorpecia, na languidez dos sentidos.
Dilatava o ser, na lonjura das coisas.
Por fim, adormecia.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Sem pressa

Sem pressa, entregou-se à vida.
Por caminhos de pedra, resgatou o sossego que o tempo ímpar lhe concedia.
Sem pressa....,

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Sempre que saía da escola, esgueirava-se por aquele portão, até sentir o horizonte onde havia letras.
Era esse o segredo.
Aí, sentia-se bem, num mundo sem cor nem pessoas, onde a inexistência a levava longe, lá muito longe, onde o olhar repousa no tempo e a solidão não cabe.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Adormece

A tristeza,
a dor,
arrastam o sono para um lugar
onde a morte habita o sonho.
Sem pressa,
num estertor,
adormece.