segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Pêssego
A saudade que tenho dos dias quentes.
Nunca tinha visto o Monte Alto em cor de verdete, com o cimento e os vasos a parecerem as casas da Beira
A terra está com um cheiro lavado, e os malmequeres da vila cá estão a cumprir as suas funções.
É o meu jardim.
Vou ter um pessegueiro de uma variedade California, que o sr. José Luís preservou nos seus 20 hectares, ali para os lados da Penina.
Uma terra que vai morrer com ele.
Agora, só o sr. José Luis e dois amigos é que cultivam essa espécie, trazida nos anos sessenta para o Algarve.
O tempo dos pomares de fruta no Algarve.
Lembro-me dos morangos e dos tais pêssegos, espalhados na pedra de mármore do armário da casa de jantar da minha avó. Do cheiro intenso e doce , que só o calor sabe emprestar.
Estou a ver a luz a entrar pelas portadas de madeira branca e a lançar cores no chão preto e branco, e os pêssegos , vermelho sangue e amarelo ouro.
Quando ando por aí, gosto de passar por lá.
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O meu silêncio
sábado, 6 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
E depois,
domingo, 31 de janeiro de 2010
sábado, 30 de janeiro de 2010
Era uma vez,
E fui repetindo até à exaustão,
até que as palavras desaparecessem,
-Não me podes ligar.
Foto: Lla Assia Essaydi
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Os meus momentos :)
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Su
Amy Butler e Prashant Miranda
Agora que o Salinger morreu, estava pr'aqui a enrolar o cigarro e,
a lembrar-me da minha amiga a falar, com aquele olhar do fim do mundo,
- Naquele tempo, não penses que a minha mãe era aquela coisa pequena, fraca..., que é agora,
era grande, tinha muita força !
E sublinhava com gestos, que diziam o tamanho das duas.
Foi então, naquele tempo que aprendeste esse olhar?
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O meu silêncio
sábado, 23 de janeiro de 2010
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Artur Alvarez Fernandéz
De pequeno quixera
ter aprendido a ler
en livros acabaos de fer
por sabios vivos
por sabios viejos,
qu'a aos domingos vistam
de traxe de gala d'os quincayeiros.
Libros que me expliquem como
nel camín recto à comodidá,
tan incomodo me sinto.
Libros nos qu'entendas
que ser parte del rabaño
namás ya quita la fame
a quem vive vexetando
Artur Alvarez Fernández, Lendo a Vida
Edições Suburbia, Gijon 2009
domingo, 17 de janeiro de 2010
sábado, 16 de janeiro de 2010
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Masao Yamamoto
domingo, 10 de janeiro de 2010
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
A fórmula
O marido saiu, e a senhora, católica praticante, que tem os pobrezinhos a quem faz os seus donativos, olha para a minha amiga que se casou recentemente e confidencia:
Dou-lhe um conselho para não arranjar problemas no seu casamento.
-Não se negue, nunca se negue.
Há uns anos tive um problema com o meu marido,
mas até hoje, nunca mais.
E se ele não tiver vontade, provoque-o.
Se não for bom, diga que foi.
E já lá vão quase quarenta anos!
Já ouvi o marido dizer, que a mulher é muito nervosa...:)
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