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quarta-feira, 15 de junho de 2011

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Silves

Silves ao entardecer é um deslumbramento. São de ouro, os tons que enrubescem as pedras e entram pela noite plácida, acolhendo cheiros doces, inequívocos, enquanto subimos a calçada numa toada antiga.
Às minhas origens.
Ruelas, casas baixas, pés descalços, que me lembro, deslizarem nas pedras reluzentes de séculos.
O cheiro dos figos e as amêndoas, em tabuleiros na açoteia.
O chão.
E o castelo, a volumetria da Sé, a inclinação da calçada, as casas renascidas, as ruínas, memórias.
Xelb

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Monchique

Voltei a Monchique, para descer às Caldas, e reviver, as sanduiches de presunto, refrescadas com as laranjadas da época, que sabiam a laranja descascada.
Estive nas Termas, onde o antigo hotel está a funcionar, com bom ar, e as casas em estilo moçarabe, num romantismo que se cola ali na perfeição, e lhe conferem uma dignidade que convida ao silêncio, um silêncio onde algum som de Tord Gustavsen podia pertencer.
Seria sublime
Ia curiosa, sendo este um dos lugares onde a minha imaginação bordeja, quando me lembro dos passeios a Monchique com os meus pais, ansiosa por descer àquele sítio que os meus olhos adivinhavam, assim...
Subir até à Fóia.
1000 mts de serra, onde o olhar se alonga, desde o Cabo de São Vicente até à Serra da Arrábida
Seria um deslumbramento, se a neblina não existisse.
Mas Monchique é assim.
As coisas não estão ali à nossa espera.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Monchique

A claridade de Monchique espantou-me. Não tenho ideia de ter lá estado, com um dia assim. Os monchiqueiros clamavam na rua pela chuva. Monchique, o penico do Algarve, como é conhecido por estas bandas, clareou o dia com a chama de um sol que desbravou as névoas, que nos fazem perder nos entrançados labirínticos da serra .
Calcorrei as ruas de calçadas antigas com casas à venda e ruínas deliciosas à mercê de quem as vai destruir. Vi casas, traçados originais, com cores flashantes, ou tons envelhecidos. Não gosto de me deter nos interiores, são sempre a contradição dos meus sonhos, sempre.
Subi até às ruínas de um convento de uma Nossa Senhora do Desterro, por caminhos que magoam os pés e nos atiram para a frente; e já que tinhamos subido tanto, um dos homens que se deixava estar por ali, num lugar estratégico, concedeu-nos o privilégio da visita àquele convento em ruínas, completamente decrépito, e a certificação de que o património português é assassinado.
Apercebi-me de que o homem, com ar de clochard e imbecilizado tinha assumido o estatuto de guarda da ruína, agora que lhe servia de abrigo e negócio. Cultivava uma pequena horta, para não gastar dinheiro na vila, e soletrou-nos então, com um ar demente e apressado, os preços dos seus produtos no mercado. Acho que não entendi então a alusão, de lhe comprarmos alguns dos seus temperos e legumes.
Foi uma visita estranha, um pouco pesada.
Deliciei-me mais com a visão dos castanheiros e das nogueiras que me acompanharam na subida.
E ao deparar-me com o largo da igreja, e dar-me com umas casas, com entradas acolhedoras, hortênsias azuis, janelas de madeira com tons de azuis e cinza, a atiraram-me para outros tons; e a igreja, com uma pórtico manuelino, majestoso e inusitado na leitura das cordas em granito que apontam para o exterior, com uma abertura que me impeliu a entrar por aquela porta luminosa. Não levei a máquina, e o que os meus olhos viram por aí, não me leva a reproduzir nenhuma imagem de Monchique.
Guardo-a comigo

sábado, 10 de julho de 2010

Lugares

Dois Lugares onde os meus olhos brilham e apetece estar

sexta-feira, 4 de junho de 2010

quarta-feira, 28 de abril de 2010

sábado, 17 de abril de 2010

Caminhos

Glicínia

Quando venho cá fora, é um prazer olhar as glicínias que este ano estão a florir. Mais um cheiro, para juntar ao jasmim, à madressilva e à dama da noite. É assim, debaixo do telheiro.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Fevereiro

A chuva e o vento vieram passar o dia.
Depois o silêncio que surge, quando já não se espera.
Um fim de tarde seca e um anoitecer gélido.
Ainda assim, uma sensação de conforto que se instala,
quando o vento passa.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Viagem

Não vejo a hora de arrancar.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Viagem

Insaciedade
fogo
dormência,

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

India

O primeiro desejo para este ano é o de deixar de ter saudades da Índia, onde nunca fui mas onde me vejo frequentemente.

Sul cinza

Faltam-me a cor, cheiros doces, portas escancaradas.
O dia está de um cinza aterrador.
Cinzento

sábado, 2 de janeiro de 2010